Comprei um livro sem conhecer os escritores. Daquele que agente compra porque o nome é sugestivo e o preço é bom. E me surpreendi, na verdade já estou lendo pela segunda vez, e acho que deveria ler mais, para conseguir transformar todas as informações em aprendizagem e achei interessante anotar pontos importantes para absorver melhor.

O livro se chama “As crianças aprendem o que vivenciam”, da Editora Sextante, os escritores são: Dorothy Law Nolte e Rache Harris. Não tenho filhos, mas pretendo ter e a maioria dos que li, coloquei em prática no meu dia-a-dia, com meu marido, meus amigos, familiares e claro, com meus alunos que para mim, também fazem parte da família.

“Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar”.

Absorvemos tudo, aprendemos o tempo todo”. O livro é especifico para crianças, mas sem dúvida nós adultos continuamos aprendendo a diferença é que vamos adicionando as novidades ao que já sabemos. Quando convivemos com pessoas críticas, aprendemos a criticar. Para as crianças o dano é maior, porque elas perdem o interesse pelas coisas boas deste mundo e passam a enxergar somente as coisas ruins.

Sou crítica, por isso tomo cuidado redobrado quando preciso corrigir um aluno, principalmente quando estou cansada ou estressada com alguma coisa. Uma “crítica” mal construída, pode desmotivá-lo na disciplina e causar danos em nosso relacionamento. Além de professora, sou aluna e sei que é horrível ter que ficar numa sala, no meu caso laboratório, ouvindo uma professora com a qual não me simpatizo. Não estou dizendo que não vou corrigí-los, pois a correção faz parte da aprendizagem. Todo mundo já ouviu de algum professor: “se você fazer isso outra vez, vai ver como vai na prova!”, ou “vou contar para sua mãe na reunião!”, ou ainda, “esperava mais de você!”. O escritor diz que “O excesso de ênfase em culpa e punição gera separação, não aproximação”. Eu não tenho boas lembranças dos professores que me disseram e quero que meus alunos lembrem-se de mim com carinho, então prefiro frases como: “Tente de novo!”; “Eu sei que você consegue!”; “Vamos lá eu te ajudo!”. Elas derrubam qualquer marmanjo, já fiz o teste.

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